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PRESS-RELEASE : Verve Comunicação
Amantes da boa música instrumental brasileira , alegrai-vos. Durante o mês de maio , o Centro Cultural Banco do Brasil ( CCBB ) traz aos paulistanos a série inédita " Sete Cordas : Um Violão Brasileiro " , dentro do projeto "Terças Musicais", com apresentações de alguns dos mais importantes músicos dedicados ao violão de sete cordas
A partir do dia 6 de maio , o público tem encontro marcado, toda terça-feira , com mestres de diferentes gerações e tendências musicais.
A lista de atrações inclui de veteranos como Horondino José da Silva, o Dino 7 Cordas -- inspiração confessa de 10 entre 10 violonistas brasileiros -- , a jovens talentos , como o gaúcho Yamandu Costa e o goiano radicado em Brasília , Rogério Caetano .
O violonista Dino inaugura a programação , acompanhado pelo conjunto "Época de Ouro" e por Paulo Barcellos ( voz ).
O "grão-mestre" das sete cordas receberá uma homenagem na véspera do show , dia em que completa 85 anos de idade -- 50 dos quais , dedicados ao instrumento.
O apelido artístico não lhe é atribuído por acaso . Dino foi precursor desse tipo de violão entre os regionais de samba e choro, nos anos 50, tendo sido responsável , inclusive , pela elaboração de uma sintaxe específica para o instrumento .
Dos pampas - O caçula do grupo , Yamandu Costa (22 anos) , será o primeiro a subir ao palco na última terça-feira de maio .
Festejado por críticos e pares , o gaúcho de Passo Fundo começaria a obter projeção após vencer o "4º Prêmio Visa de MPB–Edição Instrumental" , em 2001.
O filho de músicos que , aos 4 anos de idade , já cantava em programas de rádio e , ainda garoto, viria a frequentar os bailes do CTG ( Centro de Tradições Gaúchas ), teve uma "primeira formação" musical marcadamente nativista .
Iniciado no violão por seu pai, aos 6 anos de idade Yamandu já era capaz de executar bem mais do que simples sequências de acordes . Sua introdução ao instrumento de sete cordas , porém , aconteceria alguns anos depois , sob a orientação do músico argentino Lúcio Yanel .
De lá para cá , muitos foram os mestres e as fontes de inspiração . Mas o próprio Yamandu reconhece em seu estilo ecos de três gênios musicais : Dino Sete Cordas , Baden Powell e Raphael Rabello .
No rastro dessas influências , a técnica de Yamandu foi se amalgamando . Hoje , seu virtuosismo e sua marca fazem-se evidentes na execução do tango , do chamamé ou da milonga (suas raízes musicais) , tanto quanto na "leitura" de uma bossa nova ou de um choro - gênero que pratica "religiosamente" , desde que se mudou para o Rio .
CCBB : 10 músicos e 1 instrumento - Entre a abertura da série , a cargo de Dino 7 Cordas e cia. , e o encerramento -- sob o dedilhado de Yamandu Costa -- , o ciclo " Sete Cordas: Um Violão Brasileiro" vem repleto de outras boas surpresas.
No dia 13 de maio , apresentam-se Walter Sete Cordas , Swami Jr. e Mario Eugênio . Jorge Simas , Luizinho Sete Cordas e Zé Barbeiro comandam o espetáculo no dia 20 . A última terça-feira da série (27/05) abre com Yamandu Costa , seguido por Rogério Caetano -- do brasiliense "Dois de Ouro" -- e por Luís Filipe de Lima (do Rio) .
O ecletismo dos violonistas participantes reflete-se diretamente no repertório . Além das obrigatórias sessões de choro -- e " baixarias" -- , nas quais poderão ser ouvidas preciosidades como "Ingênuo" e "Sofres porque Queres" , de Pixinguinha , "Enigmático" , de Altamiro Carrilho , "Remelexo" , de Jacob do Bandolim , outros gêneros serão conduzidos pelas sete-cordas dos mestres : tango brasileiro, "schottisch" , polca , valsa , samba-choro e samba-enredo . A música nordestina virá representada nos acordes de frevos , baiões, xotes , cocos e rojões .
Segundo o músico e ex-ator da Rede Globo , Luís Filipe de Lima ( responsável pela direção dos shows ), essa será a primeira vez em que se realiza um evento reunindo um grupo seleto de instrumentistas especializados em violões de sete cordas.
A iniciativa , portanto, oferece uma rara oportunidade para se conhecer a arte do contraponto violonístico na música brasileira. Arte representada por músicos de tendências e gerações distintas , mas cujos repertórios enfatizam o papel do violão de sete cordas no conjunto instrumental.
História - Apesar de ser considerado hoje o mais brasileiro dos violões , o instrumento de sete cordas ainda tem origem incerta . Sua história no país é registrada a partir do século 20 . As pistas mais prováveis indicam que ele teria surgido no Rio de Janeiro , entre ciganos russos , que perambulavam nos arredores do Catumbi e da Praça Onze.
Empunhando violões em que a sétima corda ampliava a função do "baixo cantante" , os andarilhos logo se tornaram "habitués" das memoráveis rodas de samba na casa de Tia Ciata . Ali, China, irmão mais velho de Pixinguinha , e integrante dos " Oito Batutas " , e Tute -- ambos , primeiros expoentes do "sete-cordas" -- , teriam tomado contato com o instrumento , acabando por ambientá-lo no choro e no samba.
Esse violão, contudo, demoraria a ser absorvido pelos regionais . Isso só aconteceria a partir dos anos 50, com a ajuda de Dino 7 Cordas , que se tornaria o mais conhecido representante do instrumento .
Músico atuante desde 1935, e um dos violonistas do regional de Benedito Lacerda , Dino encomendou um sete-cordas à oficina "Do Souto" , em novembro de 1952, passando a utilizá-lo regularmente no ano seguinte . Graças ao brilhante desempenho em shows, gravações e programas de rádio, o sete-cordas do Dino foi angariando adeptos por todo o país , vindo a ser incorporado, definitivamente , pelos regionais de choro e grupos de samba .
Nos anos 70 , as escolas de samba também adotariam o violão de sete cordas como acompanhamento ao puxador do enredo , juntamente com o já tradicional cavaquinho .
Hoje , em mais uma fase de reflorescimento do choro , o "sete cordas" volta a se popularizar , conquistando de músicos veteranos a jovens instrumentistas .
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VERVE COMUNICAÇÃO
Jornalistas responsáveis :
Adriana Paiva (MTb 2780/DF ) e Valéria Rossi (MTb 28.207 ).
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Ficha técnica :
Terças Musicais do CCBB : "Sete Cordas - Um Violão Brasileiro"
Apresentação : Banco do Brasil .
Direção geral : Luís Filipe de Lima
Produção : Tema
S H O W S
Dia 6/5
- Dino Sete Cordas & Conjunto Época de Ouro . Acompanhamento : Paulo Barcellos (voz)
Obs.: ( Nessa data , haverá uma homenagem ao cinquentenário de violão de Dino 7 Cordas ) .
dia 13/5 :
- Walter Sete Cordas
- Swami Jr.
- Mario Eugênio
Acompanhamento dos músicos : Ronaldinho ( cavaquinho ), Netinho ( pandeiro ) ; Glauco ( percussão ) e Mané Silveira ( sax ) .
dia 20/5 :
- Jorge Simas
- Luizinho Sete Cordas
- Zé Barbeiro
Acompanhamento : Dirceu Leite ( sopros ); Fabiana ( voz ) e Marcelo Galani ( pandeiro ) ; Miltinho ( cavaquinho / bandolim ) e Rodrigo Ycastro ( flauta ).
dia 27/5
- Yamandu Costa
- Rogério Caetano
- Luís Filipe de Lima
Acompanhamento : Hamilton de Hollanda ( bandolim ) , Sérgio Krakovski ( pandeiro ) e Samuel ( sax ).
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SERVIÇOS :
Data : 6 a 27 de maio de 2003 ( terças-feiras ) .
Horário : 13:00 e 19:30.
Local : Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Endereço : Rua Álvares Penteado , 112 - Centro .
Ingressos: R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia-entrada).
Ingressos antecipados: Fun by Fone: (11) 3097-8687
Internet: www.funbynet.com.br ou www.ticketronics.com.br
Informações : ( 11 ) 3113 3651 / 3113 3652 .
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VERVE COMUNICAÇÃO
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