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Veículo  : O GLOBO - Caderno Projetos de Marketing - Pág. 5 28/11/2002
As limitações que a selva impõe
Quinta-feira, 28 de Novembro de 2002

Suplemento - 12 Páginas




FOTOS (ESQ.): Arquivo SIVAM ;

(DIR.): Adriana Paiva / Verve Comunicação



OS CONTRASTES E DESAFIOS VIVIDOS POR TÉCNICOS DO
PROJETO PARA LEVAR TECNOLOGIA AO CORAÇÃO DA FLORESTA

Os equipamentos de última geração instalados ao lado de casebres de pau-a-pique: contrastes no seio da Amazônia


O PAINEL DE CONTROLE do Centro Regional de Vigilância de Manaus acusa falha num dos equipamentos localizados no coração da floresta. Uma equipe é deslocada para o local. De avião ou numa "voadeira" - uma canoa com motor potente - rio acima os homens chegam e identificam a origem da pane: um pequeno sapo provocou curto-circuito numa placa de controle de climatização e o calor e a umidade na selva podem comprometer o funcionamento dos equipamentos.

Desde que o Sivam começou a ser instalado são muitas as histórias como essa... O contraste entre a tecnologia e as situações impostas pela natureza vem se constituindo em aprendizado importante para os profissionais envolvidos com o programa. Um dos primeiros passos para amenizar esses contrastes foi interagir com a natureza e com as comunidades ribeirinhas e indígenas.

Desde o início dos trabalhos, há cinco anos, engenheiros e técnicos tiveram que se acostumar com as limitações que a grande floresta impõe. Para transportar material para alguns locais, era necessário esperar a época da cheia, porque o rio era a única via de acesso. A logística , entretanto, consistiu em promover o convívio mais harmonioso possível entre cronogramas , demandas tecnológicas e adversidades, sempre respeitando e entendendo a natureza.

O gosto de sapos e roedores por cabos elétricos também deixou o nível das histórias amazônicas para uma realidade: "Um ratão do banhado roeu os cabos que mantemos na área externa das instalações em Rio Branco para detectar a presença de pessoas", conta Paulo Oggi, coordenador de fornecimento e garantia da ATECH em Manaus. A instalação de caixas de brita foi a solução encontrada para controlar o apetite não apenas dos ratos do banhado, mas também dasmarmotas. Segundo ele, todas essas histórias são parte de uma realidade. "É a natureza ensinando a tecnologia", define. "Aceitamos esse desafio, trouxemos a tecnologia para a selva amazônica, e a cada dia conhecemos um pouco mais a realidade dessa grande floresta".

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Verve Comunicação - Assessoria de Imprensa
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